Após dez anos, dupla Atletiba começa Paranaense com titulares
Esporte Banda B – Foto: Arquivo A dupla Atletiba deu tintas novas para o Campeonato Paranaense de 2023. Após dez anos, tanto Athletico quanto Coritiba começaram a competição com força máxima – nas vitórias do Furacão sobre o Rio Branco e do Coxa sobre o Aruko. Desde a decisão rubro-negra de entrar no Estadual com um time alternativo, pelo menos […]

Esporte Banda B – Foto: Arquivo
A dupla Atletiba deu tintas novas para o Campeonato Paranaense de 2023. Após dez anos, tanto Athletico quanto Coritiba começaram a competição com força máxima – nas vitórias do Furacão sobre o Rio Branco e do Coxa sobre o Aruko. Desde a decisão rubro-negra de entrar no Estadual com um time alternativo, pelo menos um dos dois clubes preservava seus principais jogadores nos primeiros meses da temporada.
Histórico
O Athletico foi quem tomou a primeira decisão. Em 2013, irritado com os rumos do Paranaense, tanto dentro de campo quanto fora dele (principalmente com os valores dos direitos de transmissão, o presidente Mário Celso Petraglia determinou que o time sub-23 fosse utilizado no Estadual.
Se em alguns anos pelo menos um ou outro titular entrava, houve temporadas em que o Athletico jogava com os aspirantes no Paranaense e fazia uma longuíssima pré-temporada. No próprio ano de 2013, os titulares foram à Espanha disputar a Marbella Cup enquanto a piazada corria pelos gramados do estado.
O ápice do projeto foi a conquista do Paranaense de 2018. Além de uma vitória categórica sobre o Coritiba, o Athletico recuperou Léo Pereira e Renan Lodi, apresentou Bruno Guimarães e deu cancha para Tiago Nunes. Os quatro foram destaques mais tarde nos títulos da Copa Sul-Americana de 2018 e da Copa do Brasil de 2019 – os três jogadores ainda renderam muito dinheiro ao clube.
Paranaense em segundo plano
Aos poucos, o Coritiba também foi abdicando de parte do Paranaense. Tentando estender a preparação dos titulares, o Coxa foi começando os campeonatos com o time sub-20 ou uma equipe de reservas. Alternando bons e maus resultados, a equipe atuava por três ou quatro rodadas, o que dava mais duas semanas de treinos para o time principal.
No final do ano passado, a diretoria alviverde decidiu colocar um time B durante todo o Paranaense. “São jogadores que precisamos testar para utilizarmos, ou não, no Brasileiro”, afirmou o presidente em exercício do clube, Glenn Stenger. Mas, na virada para 2023, a decisão foi mudada e o Coxa resolveu ir com os titulares, mesma decisão tomada pelo Athletico do agora diretor Luiz Felipe Scolari.
Motivos
Um ponto foi decisivo na mudança de rumos de Athletico e Coritiba. Agora, a classificação para a Copa do Brasil é apenas pela posição nos campeonatos estaduais – o Paranaense dará cinco vagas para a competição de 2024. Caso haja tropeços, os dois clubes teriam a garantia do “Ruralzão”, no qual são amplos favoritos.
Além disso, a dificuldade para realizar amistosos contou – o Athletico sofreu para encontrar adversários em anos anteriores. E como o risco de lesões é semelhante entre treinos e jogos, ficou clara a opção em colocar força máxima, até para conquistar ritmo real de jogo para as estreias da dupla na Copa do Brasil e do Furacão na Libertadores.