TRE dá cinco dias para Moro e Dallagnol se defenderem de ação por abuso de poder econômico

Bem Paraná com informações do Uol – Foto: Franklin Freitas

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deu prazo de cinco dias para que o ex-procurador e deputado federal eleito Deltan Dallagnol (Podemos) e o ex-juiz e senador eleito Sergio Moro (União Brasil) apresentem suas defesas após serem acusados pela federação formada por PT, PV e PC do B, de suposto abuso de poder econômico em suas campanhas eleitorais. A informação é da coluna da jornalista Mônica Bergamo, do Uol.

Na ação contra Dallagnol, a federação aponta que entre fevereiro e julho de 2022, Matheus Almeida Rios Carmo, ex-estagiário do ex-procurador no MPF, recebeu cerca de R$ 100 mil do Podemos do Paraná para uma “consultoria política”, sem contraprestação dos serviços. O ex-coordenador da Operação Lava Jato alega que Carmo foi contratado pelo Podemos para prestar serviços de assessoria jurídica.

“Os fatos trazidos já foram examinados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) em outra ação ajuizada em 2022, que o TRE/PR julgou improcedente por unanimidade”, alega Dallagnol. “O TRE/PR entendeu que a ação era vaga e genérica e que não existem provas de irregularidades na pré-campanha de Deltan Dallagnol ou na atividade político-partidária do Podemos/PR”, afirmou ele em nota.

A ação contra Moro aponta supostas irregularidades em gastos realizados durante a sua pré-campanha de 2022. Conforme documentos apresentados, desde que se filiou ao Podemos e depois mudou para o União Brasil, Moro teria montado uma estrutura de campanha, com assessoria de imprensa, staff pessoal, gerenciamento de redes sociais, além de ter feito dezenas de viagens com vistas às eleições de 2022. A federação alega, ainda, que não foram apresentadas justificativas plausíveis para que o 1o suplente de Moro tenha recebido cerca de R$ 1 milhão de reais por duas empresas que é proprietário, o que pode configurar um ‘caixa dois’ de campanha.

Moro rebateu afirmando que as acusações seriam “especulações fantasiosas”. “A ação do PT é mero choro de perdedor e reflete o medo do partido de enfrentar uma oposição inteligente e democrática no Senado. Nada tememos, pois especulações fantasiosas não afetam a regularidade de nossas ações”, disse ele.

O PL – partido do ex-presidente Jair Bolsonaro – também entrou com uma ação semelhante contra o ex-juiz. Segundo a legendaMoro iniciou sua campanha quando ainda era filiado ao Podemos e pretendia concorrer à Presidência. No limite do prazo, o ex-juiz foi para o União Brasil e se lançou ao Senado. O problema, argumentam os advogados do PL, é que a prestação de contas do ex-juiz não considerou o período anterior à troca de partido.

A Justiça Eleitoral estuda unir as duas ações contra Moro em um só processo.

Campanha de vacinação contra a Covid-19 completa dois anos no Paraná

Fonte/Foto: AEN

Dez meses após a confirmação dos primeiros casos de Covid-19 no Paraná, o dia 18 de janeiro de 2021 ficou marcado na história do Estado com o início da campanha de vacinação. Nesta quarta-feira (18) faz dois anos que o primeiro avião com imunizantes pousou em Curitiba e a enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, do Complexo Hospitalar do Trabalhador, recebeu a primeira dose do Instituto Butantan, dando início à maior mobilização vacinal dos últimos tempos, com 28,5 milhões de doses aplicadas no Estado.

A pandemia do “novo coronavírus” começou a ter fim quando o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibilizou as primeiras doses para estados e municípios. Naquela época, a indicação era imunizar idosos e profissionais de saúde, caracterizados como grupos de maior risco e, com o passar do tempo e a produção e chegada de mais doses, outros grupos profissionais foram incluídos na lista prioritária, até que a vacinação alcançasse todas as faixas etárias e o nível de disponibilidade atual, com farta oferta em todos os 399 municípios.

Até agora, cerca de 92,4% da população paranaense tomou a primeira dose (D1) ou a dose única (DU), e 92,3% deste público recebeu a segunda dose (D2). Com o avanço das pesquisas, novas doses foram recomendadas para reforçar o combate à Covid-19. Dentro desse quadro, 64,6% dos cidadãos tomaram a primeira dose de reforço (REF) e 26% tomaram a segunda dose de reforço (R2), que está liberada para maiores de 18 anos desde novembro do ano passado.

Segundo os dados, em 2021 foram registradas mais de 19 milhões de vacinas aplicadas no Paraná e mais de 9 milhões em 2022. A boa adesão dos paranaenses à vacinação foi responsável pela queda no número de internações e óbitos pela Covid-19 em todo o Estado.

No último ano, por exemplo, os leitos que eram considerados exclusivos para atendimento à doença (a rede chegou a ter mais de 2 mil leitos de UTI, maior número da história do Estado) puderam retornar para o atendimento eletivo e de urgência, e as mortes caíram drasticamente, de 6.489 em março de 2021 (pior mês) para 35 em outubro de 2022 (mês com menos óbitos no pós-vacinação).

O avanço da imunização e a queda dos índices de transmissão da doença foram fundamentais para que as medidas mais rígidas de prevenção, como uso obrigatório de máscaras (agora recomendado em casos de suspeita, confirmação ou contato com infectados pela doença), fossem caindo pouco a pouco, sob orientação de um time de especialistas do Estado, possibilitando a retomada de atividades comuns, dos eventos, viagens e do cotidiano econômico pré-pandemia.

“Demos a essa campanha histórica a importância que ela merecia. Olhando em retrospectiva, podemos contabilizar inúmeras vidas salvas e a retomada da vida que conhecíamos”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Mesmo com a boa adesão e a conscientização da sociedade, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, reforça a necessidade da continuidade do processo de imunização. “São dois anos de muita luta e de grandes conquistas com a vacinação, que se provou a grande arma contra o vírus, mas precisamos continuar contando com o apoio e colaboração dos paranaenses para deixar as doses em dia e evitar quadros graves da doença”, disse.

Segundo os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Paraná ainda possui aproximadamente 4,3 milhões de pessoas habilitadas para tomar a R2 que não procuraram a vacina. Além disso, 2,8 milhões são considerados faltosos na REF (terceira), 782 mil não tomaram a D2 e quase um milhão não tem registro da primeira dose da vacina.

O último grupo inserido na campanha de imunização contra a doença foi de crianças de zero a menos de três anos. Para essa população, o PNI indica que sejam aplicadas três doses das chamadas “Pfizer baby”. O primeiro lote dessa vacina específica chegou ao Paraná em novembro, e, desde então, o Estado começou a vacinação também neste grupo.

“Temos solicitado doses constantemente ao Ministério da Saúde e aguardamos ainda este mês mais um lote de vacinas para o público abaixo de 11 anos. Enquanto isso, reforçamos a necessidade da vacinação para as demais faixas etárias, que também são vulneráveis à doença e podem ser infectadas e transmitir o vírus para o público mais jovem”, afirmou Beto Preto.

CAMPANHA – A campanha de imunização passou por várias fases, sofreu ajustes, e, depois de dois anos, já é permitida a cidadãos de todas as idades. Na fase inicial, o primeiro conjunto de grupos prioritários elaborado pelo Ministério da Saúde e seguido pelo Paraná foi baseado em princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e feito em acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Ao todo, 27 categorias de pessoas tiveram prioridade para recebimento das doses, começando pelos trabalhadores de saúde, idosos institucionalizados, pessoas com deficiência e populações tradicionais, como indígenas. Em três dias depois de 18 de janeiro de 2021, por exemplo, mais de 57 mil pessoas tinham recebido a primeira dose, e no final daquele mês mais de 130 mil.

Outros grupos vieram na sequência, como as pessoas em situação de rua, trabalhadores do transporte coletivo, da educação básica e superior, forças de segurança, entre outros. Em 7 de fevereiro, o Estado recebeu suas primeiras doses para idosos acima de 90 anos. Depois desta data, houve o escalonamento dos idosos com 80, 70 e 60 anos, numa escadinha. Com dois meses, 553 mil paranaenses já estavam protegidos e em maio daquele ano foi ultrapassada a marca de 1 milhão de pessoas completamente imunizadas (duas doses).

Em seis meses de vacinação, de 18 de janeiro a 18 de julho, já haviam sido aplicadas 6,9 milhões de doses, imunizando 62,1% da população adulta do Estado com D1 e 20,9% com o esquema vacinal completo. Agora, dois anos depois, o Estado se aproxima da aplicação da dose de número 29 milhões.

Esse ritmo foi impulsionado por programas estaduais como De Domingo a Domingo, estimulando os município a não interromperem a vacinação se tivessem doses disponíveis, o Corujão, com postos disponibilizando horários alternativos para a população, e distribuição com aeronaves, levando doses em menos de 24 horas a todas as localidades.

“O Estado distribui constantemente vacinas contra a Covid-19 a todos os municípios, ajusta pedidos e demandas das prefeituras, e alerta para a continuidade da campanha com as populações locais. Os paranaenses que ainda não tomaram a terceira ou quarta dose devem buscar essa proteção. Vencemos a pandemia com solidariedade. Não podemos mudar isso”, complementou o secretário de Saúde.

Ousado no mercado, Cianorte procura Lucas Lima, ex-Santos e Palmeiras

Fonte Blog do Martins Neto – Foto: Willian Oliveira / Futura Press

Uma coisa não se pode negar: o Cianorte Futebol Clube é (e muito) ousado no mercado da bola. O clube que já concretizou contratações como de Elder Granja (2015), Léo Gago (2017), Richarlyson (2018), Ralf (2022) e, por último, Zé Love (2023), agora procurou o meia Lucas Lima, ex-Santos e Palmeiras.

A informação foi inicialmente divulgada pelo UOL e confirmada pelo Blog do Martins Neto em contato com a direção do clube.

Lucas Lima, de 32 anos, está livre no mercado após o fim do seu contrato com o Palmeiras. Seu último clube foi o Fortaleza, onde atuou, por empréstimo, nas duas últimas temporadas.

De olho na oportunidade, o Leão do Vale, aproveitando o bom relacionamento que possui no mercado futebolístico, fez um convite diretamente ao jogador e abriu as portas do clube para contar com o ‘camisa 10’ na sequência do Campeonato Paranaense 2023.

Ainda não há uma proposta financeira pelo jogador, mas sim um convite. Aliás, fazer uma proposta para um atleta que, ‘até outro dia’, tinha vencimentos na casa dos R$ 800 mil, é um tanto surreal.

De acordo com o presidente do clube, Lucas Franzato, apesar do desejo e da tentativa, trata-se de uma transação muito complicada, obviamente.

“Somos ousados e temos bons relacionamentos e argumentos. Conseguimos algumas contratações de peso algumas vezes, mas esse, é difícil”, explicou Lucas Franzato.

A grande ‘arma’ do clube cianortense nas conversas é Gustavo Carmo, coordenador técnico do Leão do Vale, amigo pessoal do jogador e quem tem conversado quase que diariamente com o meio-campista. O dirigente, inclusive, possui ótima relação com pessoas do alto escalão do futebol e já foi decisivo em diversas negociações e avanços que o clube teve ultimamente nesse quesito.

CEIFADOR DE VOLTA?

O centroavante Henrique Dourado, de 33 anos, tem seus direitos federativos novamente vinculados ao Cianorte Futebol Clube. A publicação do seu nome nos registros do Leão do Vale no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos últimos dias gerou grande repercussão em todo o país.

Conforme apurado pelo blog, a tendência é que o jogador seja transferido novamente para o futebol do exterior, de onde já recebeu várias propostas. Porém, enquanto analisa as ofertas, o ‘Ceifador’ irá manter sua forma física no CT do time cianortense, o que já foi oficialmente confirmado pelo clube. Ele desembarca na Capital do Vestuário na próxima semana.

Sobre a possibilidade de vestir a camisa do Leão do Vale no Campeonato Paranaense, a chance é remota, para não dizer ‘zero’. Porém, alguns membros da diretoria não descartam e tratam a situação com frases curtas e diretas como: “vamos aguardar”, ou “vamos ver o que acontece”, “deixa rolar”.

Se serve de conforto para o torcedor, se Dourado não vestir a camisa do clube agora, a expectativa é que, antes de encerrar a carreira, ele volte a pisar no gramado do Albino Turbay. Existe um sentimento de gratidão mútuo entre o atleta e a diretoria.

Um dos maiores ídolos da história do clube, Henrique Dourado vestiu a camisa cianortense entre o final da temporada 2011 e a temporada 2012. No Leão, ele disputou 30 partidas, marcando 14 gols, todos em 2012, entre as disputas do Campeonato Paranaense e da Série D.

Depois de deixar o Cianorte, Dourado passou por clubes como Chapecoense, Mogi Mirim, Santos, Portuguesa, Palmeiras, Cruzeiro, Vitória de Guimarães-POR, Fluminense, Flamengo, Henan Jianye-CHI e, por último, Henan Songshan-CHI.

Após dez anos, dupla Atletiba começa Paranaense com titulares

Esporte Banda B – Foto: Arquivo

A dupla Atletiba deu tintas novas para o Campeonato Paranaense de 2023. Após dez anos, tanto Athletico quanto Coritiba começaram a competição com força máxima – nas vitórias do Furacão sobre o Rio Branco e do Coxa sobre o Aruko. Desde a decisão rubro-negra de entrar no Estadual com um time alternativo, pelo menos um dos dois clubes preservava seus principais jogadores nos primeiros meses da temporada.

Histórico

O Athletico foi quem tomou a primeira decisão. Em 2013, irritado com os rumos do Paranaense, tanto dentro de campo quanto fora dele (principalmente com os valores dos direitos de transmissão, o presidente Mário Celso Petraglia determinou que o time sub-23 fosse utilizado no Estadual.

Se em alguns anos pelo menos um ou outro titular entrava, houve temporadas em que o Athletico jogava com os aspirantes no Paranaense e fazia uma longuíssima pré-temporada. No próprio ano de 2013, os titulares foram à Espanha disputar a Marbella Cup enquanto a piazada corria pelos gramados do estado.

O ápice do projeto foi a conquista do Paranaense de 2018. Além de uma vitória categórica sobre o Coritiba, o Athletico recuperou Léo Pereira e Renan Lodi, apresentou Bruno Guimarães e deu cancha para Tiago Nunes. Os quatro foram destaques mais tarde nos títulos da Copa Sul-Americana de 2018 e da Copa do Brasil de 2019 – os três jogadores ainda renderam muito dinheiro ao clube.

Paranaense em segundo plano

Aos poucos, o Coritiba também foi abdicando de parte do Paranaense. Tentando estender a preparação dos titulares, o Coxa foi começando os campeonatos com o time sub-20 ou uma equipe de reservas. Alternando bons e maus resultados, a equipe atuava por três ou quatro rodadas, o que dava mais duas semanas de treinos para o time principal.

No final do ano passado, a diretoria alviverde decidiu colocar um time B durante todo o Paranaense. “São jogadores que precisamos testar para utilizarmos, ou não, no Brasileiro”, afirmou o presidente em exercício do clube, Glenn Stenger. Mas, na virada para 2023, a decisão foi mudada e o Coxa resolveu ir com os titulares, mesma decisão tomada pelo Athletico do agora diretor Luiz Felipe Scolari.

Motivos

Um ponto foi decisivo na mudança de rumos de Athletico e Coritiba. Agora, a classificação para a Copa do Brasil é apenas pela posição nos campeonatos estaduais – o Paranaense dará cinco vagas para a competição de 2024. Caso haja tropeços, os dois clubes teriam a garantia do “Ruralzão”, no qual são amplos favoritos.

Além disso, a dificuldade para realizar amistosos contou – o Athletico sofreu para encontrar adversários em anos anteriores. E como o risco de lesões é semelhante entre treinos e jogos, ficou clara a opção em colocar força máxima, até para conquistar ritmo real de jogo para as estreias da dupla na Copa do Brasil e do Furacão na Libertadores.

Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira prêmio estimado em R$ 42 milhões

Agência Brasil – Foto: Marcelo Casal Jr. 

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (18) um prêmio acumulado e estimado em R$ 42 milhões. As seis dezenas do concurso 2.556 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, na cidade de São Paulo (SP).

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

Caso apenas um ganhador acerte o prêmio principal e aplique todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 286 mil de rendimento no primeiro mês.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O valor da aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Lotomania

A Lotomania, também acumulada, pode pagar R$ 7,5 milhões para quem acertar os 20 números da faixa principal. O sorteio do concurso 2.419 será realizado a partir das 20h de hoje.

De acordo com a Caixa, para apostar, a pessoa poderá escolher 50 números entre os 100 do volante e então concorrer a prêmios para acertos de 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número. O valor da aposta única é R$ 2,50.

Além da opção de marcar no volante, também é possível marcar menos de 50 números e deixar que o sistema complete o jogo ou que o sistema escolha todos os números na Surpresinha.

O apostador pode ainda concorrer com uma mesma aposta por 2, 4 ou 8 concursos consecutivos com a Teimosinha. Outra opção é fazer uma nova aposta na qual o sistema seleciona os outros 50 números não registrados no jogo original, através da Aposta-Espelho.

Prefeitura já emitiu 550 notificações de mato alto somente esse ano

Tribuna de Cianorte – Foto: Assessoria 

Sol, calor e pancadas de chuva. O típico clima em que esquenta rapidamente e em seguida chove e depois esquenta de novo, é bastante familiar durante o verão. Esta é a combinação perfeita para o crescimento da vegetação em datas vazias que, nesta época do ano, chega a atingir o desenvolvimento de até quatro centímetros por dia.

O problema fica maior nos terrenos baldios, em que muitas vezes o proprietário acaba esquecendo de dar aquela olhada e quando percebe o mato está bem alto. Somente neste ano, já foram 550 notificações emitidas pela Prefeitura aos proprietários.

Em todo o ano de 2022, foram emitidas 5.735 notificações e lançadas 331 multas. No mesmo período do ano anterior, foram 4.214 notificações e lançadas 226 multas.

Após a notificação, o prazo para a adequação é de 10 dias corridos. Se não cumprida, é lavrado o auto de infração com multa de R$ 602,62 e, além disso, se a Administração Municipal tiver que realizar a capina, é cobrada uma taxa de R$ 1,70 por metro quadrado.

Apesar de parecer inofensivo, os terrenos com mato alto podem esconder perigos como lixo acumulado, que podem servir de criadouros de mosquito da Dengue, Zika e Chikungunya, além de aranhas e escorpiões.

De acordo com a Prefeitura, a denúncia de terrenos com falta de limpeza podem ser efetuadas pelos telefones: 3619-6293 / 3619-6294

Leão do Vale visita o São Joseense pela segunda rodada do Paranaense

Fonte: Blog do Martins Neto – Foto: Gustavo Milan

Após estrear no Campeonato Paranaense 2023 com derrota para o Operário Ferroviário (2 a 0), o Cianorte Futebol Clube entra em campo hoje, 18, para o seu segundo compromisso na competição. Novamente fora de casa, o Leão do Vale encara o Independente São Joseense, às 15h30, no Estádio do Pinhão, em São José dos Pinhais.

Depois da derrota em Ponta Grossa, a delegação cianortense seguiu para Curitiba. Já na tarde de segunda-feira, 16, a equipe realizou um treinamento no Trieste Stadium. Ontem, 17, o técnico Alexandre Gallo comandou o último treino antes do duelo na Região Metropolitana de Curitiba, desta vez no CT do Caju, do Athletico Paranaense.

Para o duelo de hoje, o Leão do Vale tem dois desfalques certos: o meia Ravanelli, com um estiramento muscular, e o atacante Leonardo, que foi expulso na estreia, não jogam. Ambos iniciaram a competição entre os reservas.

O ADVERSÁRIO
Assim como o Cianorte, o São Joseense estreou fora de casa e com derrota. No sábado, 14, a equipe foi até Cascavel e perdeu para o time da casa pelo placar de 1 a 0.

ARBITRAGEM
O duelo desta quarta-feira será apitado por David Erik Pinho, de Maringá. O árbitro será auxiliado por Leandro Polli Glugoski (Ponta Grossa) e Alessandro Antonio Gonçalves (Campo Largo). O quarto árbitro escalado para o jogo é Lucas Casagrande (Pinhais).

Registros de mortes em Cianorte ainda superam período pré-pandemia

Tribuna de Cianorte – Foto: Bruna Batista 

O número de mortes registrado em Cianorte, ainda não retornou ao patamar anterior ao verificado antes da pandemia da covid-19. É o que indica os dados do Portal da Transparência do Registro Civil. Em números absolutos foram registrados de janeiro a dezembro 644 óbitos, número 19% maior que os 537 ocorridos em 2019, antes do surgimento do novo coronavírus. Maior número de mortes foi registrado em junho (77) e dezembro (65).

Na comparação com os números de 2021, ano em que a pandemia registrou o maior número de vitimas, a redução de 7,3% em relação ao ano passado, que totalizou 695 mortes, e aumento de 23% em relação a 2020, que computou um total de 562 óbitos. Esse ano já foram registrados 22 óbitos na Capital do Vestuário.

Os dados foram consolidados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos 7.658 cartórios do país e cruzados com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

NASCIMENTOS

Pelo terceiro ano consecutivo, Cianorte apresentou queda da natalidade. Segundo a Arpen, em 2022 foram 963 registros de nascimento no Sistema de Informações sobre nascidos vivos. O maior número acontece em março (106) e maio (96).

Os dados confirmam que o ano passado houve 4% menos nascimentos que o ano anterior. Foram 1.013 registros em 2021. Queda acontece desde 2020 quando foram registrados 1.052 nascimentos no município. Esse ano, a Capital do Vestuário já registra 32 nascimentos, 10 a mais que o numero de mortes no mesmo período.

De acordo com o Painel de Monitoramento, o último aumento de nascimentos aconteceu em 2019.

Com alta de 31,7%, carne de frango in natura foi o produto mais exportado pelo Paraná em 2022

AEN – Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

A carne de frango in natura ganhou destaque entre os produtos mais exportados na balança comercial paranaense de 2022. O produto teve alta de 31,72% nas exportações (de US$ 2,7 bilhões para US$ 3,6 bilhões), ultrapassando a soja em grão, que costumava liderar a lista, mas no ano passado registrou uma queda devido à perda de safra por conta da forte estiagem que assolou o Estado em 2021. A participação de aves no comércio internacional aumentou de 14,5% para 16,5%.

Os maiores compradores de carne de frango in natura foram China (US$ 776 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 334 milhões) e Japão (US$ 274 milhões).

Já a venda de soja para o Exterior variou de R$ 4,6 bilhões para R$ 2,9 bilhões. Os principais destinos foram China (US$ 2,4 bilhões), Coreia do Sul (US$ 104 milhões) e Irã (US$ 99 milhões). Apesar de ter ultrapassado a soja em grão e o farelo de soja, o volume de exportação de carne não ultrapassa o complexo todo, que inclui óleo, cuja soma ultrapassa US$ 5,7 bilhões.

Os dados constam em um levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), construído a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

Para o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, o aumento na busca dos países pela carne de frango paranaense se deu por uma série de fatores externos, entre eles a guerra na Ucrânia e a inflação interna. Entretanto, ele destaca que a procura se deu também por conta da qualidade do produto, que ganha cada vez mais mercado.

“Temos uma vantagem competitiva e comparativa, tecnologia, milho e soja em abundância e empresas verticais. Temos qualidade reconhecida, tanto in natura como processado, além de sanidade reconhecida. São vários atributos que nos conferem uma presença importante no mercado externo, levando a carne paranaense para todo o mundo”, ressaltou.

Segundo ele, a previsão é que em 2023 o setor continue em expansão, impulsionado principalmente pelo grande volume de investimentos na indústria agropecuária. “Nos próximos 12 meses, algumas plantas que estavam paradas vão começar a operar, e também serão feitos ajustes de abates por parte de algumas empresas. Ainda haverá crescimento da produção e da exportação, a expectativa é muito positiva. O mundo precisa da nossa comida e vamos continuar exportando”, complementou Ortigara.

BALANÇA – De acordo com o estudo do Ipardes, as exportações cresceram 16,2% em 2022 no Paraná. Foram transportados US$ 22,1 bilhões em produtos para o mercado externo, contra US$ 19 bilhões movimentados em 2021. No caminho inverso, as importações aumentaram 32% (de US$ 16,9 bilhões para US$ 22,8 bilhões). Com isso, a balança comercial fechou o ano passado com diferença de US$ 279 milhões entre os dois caminhos do comércio internacional.

O Paraná registra crescimento considerável na economia há alguns anos. Em 2015, por exemplo, o volume de produtos exportados representava US$ 2,3 bilhões.

PRODUTOS – Os principais produtos exportados foram carne de frango, soja em grão, farelo de soja, açúcar bruto, óleo de soja bruto, papel, cereais e celulose. Atrás da carne de frango in natura está a soja em grão, que teve 13,6% de participação em 2022. Em 2021, ela alcançou 24,5%.

“O ano de 2022 foi de safra muito ruim para o Paraná. Acabamos produzindo 12,2 milhões de toneladas diante de uma perspectiva inicial de 20 milhões. O problema começou em dezembro de 2021. Perdemos mais de 9 milhões de toneladas por causa da seca. E esse problema atingiu todos os principais produtores: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina também perderam”, explicou Ortigara.

No terceiro lugar entre os produtos mais transportados para fora do País esteve o farelo de soja, com alta de 35,8% em 2022. Foram exportados US$ 1,7 bilhão, com 8% de participação, contra US$ 1,3 bilhão em 2021 (6,9% de participação). Os países que mais importaram o produto do Estado foram Países Baixos (US$ 345 milhões), Alemanha (US$ 291 milhões) e Vietnã (US$ 191 milhões).

Açúcar bruto (US$ 995 milhões), óleo de soja bruto (US$ 942 milhões), papel (US$ 871 milhões), cereais (US$ 811 milhões), celulose (US$ 766 milhões), madeira compensada ou contraplacada (US$ 643 milhões) e automóveis (US$ 523 milhões) também romperam a marca do meio bilhão de dólares.

Em 2022, a importação de adubos e fertilizantes teve alta de 83,9%, com US$ 3,5 bilhões, frente a US$ 1,9 bilhão em 2021 (de 11,3% para 15,7% de participação), seguida por óleos e combustíveis, que teve um aumento de 134,8%, com US$ 2,5 bilhões importados contra US$ 1,1 bilhão em 2021. Em terceiro lugar estiveram produtos químicos, com uma variação de 102,3%. Em 2022, foram US$ 2 bilhões, enquanto que no ano anterior foram US$ 1 bilhão importados.

AGRONEGÓCIO – Segundo o economista Francisco Castro, do Ipardes, os números refletem o potencial econômico do Estado e foram impulsionados principalmente pelo desenvolvimento do Interior do Paraná. “Temos setores produtivos bem espalhados pelo Estado. Há produção de soja em quase todo território paranaense, a avicultura expandiu muito em várias regiões, isso fez com que a economia dessas cidades encontrasse um encadeamento produtivo, com geração de empregos e renda, o que contribui com desenvolvimento social do Paraná”, disse.

O economista destaca também o protagonismo do agronegócio na atividade econômica paranaense e o impacto do setor nos resultados consolidados em 2022. “O Paraná tem instituições importantes nesse setor, grandes estabelecimentos industriais, ambiente de negócio favorável, investimentos para expansão. Foi um setor que passou muito bem durante a pandemia, contribuiu inclusive para o crescimento do PIB do Estado”, destacou Castro.

Ortigara complementa que, apesar da balança comercial ter fechado 2022 com saldo de mais importações, o potencial de exportação do agronegócio paranaense é gigante. “Nós importamos mais do que exportamos, fazia tempo que isso não acontecia, mas só o agronegócio trouxe no último ano US$ 14,6 bilhões líquido, o que pagou as demais importações”, complementou.

Segundo dados do Agrostat, o Paraná é o sexto maior exportador do Brasil, e quando se trata do agronegócio, é o terceiro maior, representando 75,5% de todas as exportações paranaenses.

“O Paraná é reconhecido pelo mundo pela participação relevante na produção agropecuária, o que passa pelas proteínas animais. Também temos participação importante na produção de açúcar e etanol, placas, papel e celulose, ou seja, continua havendo um movimento de investimentos em diversos produtos, e o mundo sabe que nós temos relevância”, disse o secretário.

Para 2023, ele destaca que a expectativa é de um aumento na produção do setor, e que a expectativa é de alta na exportação do complexo de soja. “Esperamos produzir acima de 21 milhões de toneladas de soja. A safra está ligeiramente atrasada, houve frio e chuva em setembro e outubro, o que prejudicou os processos de grãos, mas a perspectiva é que teremos uma safra bem boa”, arrematou.

NACIONAL – O valor total exportado pelo Brasil em 2022 cresceu 19,1% e o valor importado foi 24,3% maior do que o registrado em 2021. Assim, o superávit na balança comercial do País fechou o ano passado em US$ 61,8 bilhões, um pouco superior aos US$ 61,4 bilhões de 2021.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (16), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), no Indicador de Comércio Externo (Icomex).

Segundo a instituição, o saldo em novembro e em dezembro surpreendeu com a melhora das vendas para a China, com destaque para a agropecuária. O superávit do setor extrativo caiu e houve déficit da indústria de transformação.

Produção de motocicletas aumenta 18,2% em 2022

Agência Brasil – Foto: © CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

A produção de motocicletas do Polo Industrial de Manaus – PIM chegou a 1.413.222 unidades no ano de 2022, sendo 18,2% superior ao registrado no ano anterior (1.195.149 motocicletas). Em dezembro foram fabricadas 85.117 motocicletas, 11,5% a mais do que o mesmo mês do ano passado (76.359 unidades) e 34,1% menor em relação a novembro (129.216 motocicletas). Os dados foram divulgados hoje (17) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Na avaliação do presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, esses números comprovam a retomada de crescimento do segmento após enfrentar um primeiro bimestre desafiador devido à pandemia da covid-19 que voltou a atingir a cidade de Manaus. “Depois disso, o ritmo de produção cresceu mês a mês para atender ao consumidor que passou a utilizar a motocicleta como instrumento de trabalho, evitar a aglomeração no transporte público ou ter maior agilidade e mobilidade nos centros urbanos”.

A retração de dezembro era esperada devido às férias coletivas que já estavam programadas. “Nesse período, as fábricas aproveitam para realizar serviços de manutenção e instalar novos equipamentos nos centros de produção”, disse Fermanian.

De acordo com o levantamento mensal, no ano passado foram vendidas 1.361.941 unidades, o que representa alta de 17,7% na comparação com o ano de 2021 (1.156.776 unidades). Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve alta de 17,7% (132.204 motocicletas) ante as 112.363 comercializadas e 7,3% superior às 123.214 unidades emplacadas em novembro.

Com 22 dias úteis, a média de emplacamentos em dezembro foi de 6.009 unidades/dia. Na comparação com o mesmo mês de 2021, que teve um dia útil a mais, houve alta de 23% (4.885 unidades por dia). Já em relação a novembro, com dois dias úteis a menos, foi registrado recuo de 2,5% (6.161 motocicletas por dia).

As exportações totalizaram 55.338 unidades em 2022, o que corresponde a uma elevação de 3,5% na comparação com o ano anterior (53.476 motocicletas). A projeção revisada era embarcar 59.000 unidades para o exterior. De acordo com levantamento do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, a Colômbia foi o principal destino, com 15.686 unidades e representando 27,6% do volume exportado. Em segundo lugar, ficou a Argentina (13.538 motocicletas com 23,8% das exportações), seguida pelos Estados Unidos (12.211 unidades e 21,5%).

Em dezembro, foram exportadas 3.926 motocicletas, volume 19,6% maior em relação ao mesmo mês de 2021 (3.283 unidades) e 6,3% superior ao embarcado em novembro (3.695 motocicletas). Segundo dados Comex Stat, que registra os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, o principal destino foi a Argentina que recebeu 1.440 unidades, o que corresponde a 25,8% do total exportado. Em segundo lugar, ficaram os Estados Unidos (1.238 motocicletas e 22,2% das exportações), seguidos pela Austrália (1.160 unidades e 20,8%).

Projeções para 2023

A Abraciclo estima que as unidades instaladas no PIM deverão produzir 1.550.000 motocicletas em 2023. O volume representa alta de 9,7% na comparação com as 1.413.222 unidades que saíram das linhas de montagem em 2022.

No varejo, a perspectiva é que sejam emplacadas 1.490.000 motocicletas, o que corresponde a alta de 9,4% em relação a 2022 (1.361.941 unidades). As exportações deverão alcançar 59.000 unidades, aumento de 6,7% sobre o volume registrado no ano passado (55.338 motocicletas).

“Após três anos de pandemia, estamos aumentando a produção para atender ao crescimento da demanda do mercado, que retoma gradativamente aos volumes anteriores. Por outro lado, estamos atentos a possíveis incertezas econômicas, consequência da elevação dos custos globais de produção, da definição da política do novo governo, do andamento das reformas política e administrativa, do fator Custo Brasil, entre outros”, analisou Fermanian.